SECRETS- Capítulo 33 - NEW JUSTIN?

DUAS SEMANAS DEPOIS...

Soube que o Justin tinha voltado, ou melhor, soube que ele e a Grace voltaram, e ele também nem veio me procurar. Estava ressentida por isso, me machucou de verdade, ainda mais saber que ele estava com ela.
Hoje era aniversário do Jaxon, e ele iria apresentar sua namorada em um jantar que iria ser na casa da Pattie, todos estarariam reunidos, e eu me perguntava se ele iria. Jaxon estava extremamente feliz, finalmente iria apresentar sua namorada, e até Erin iria vim, provavelmente já deve ter chegado. Estava feliz por ele, na verdade todos estavam, ele merecia.
Estava terminando de me arrumar quando meu celular sinaliza que chegou  uma nova mensagem.

" Vou ao jantar, mas antes de qualquer coisa, preciso falar com você. Me encontre na estufa, perto do lago da casa. Estarei te esperando."

Era o Justin, depois de dias, era ele. Fiquei aliviada por ele ter retornado, mas ainda queria respostas. Não fiquei muito ansiosa, apenas terminei de me arrumar e ajudei a Jazzy com a indecisão dela de qual roupa usar.
Não demorou muito pra todos estarem prontos. Lucas se recusou ir, ele era o  único que ainda se recusava a deixar o passado de lado, e seguir em frente. Jazzy teve uma briga com ele antes de ir, mas não deixou que isso tirasse seu bom humor. Jazzy sempre fica de bom humor em aniversários, e festa, e tudo que é agitado. Sempre festejava seus aniversários de alguma forma, independente da onde estivesse.
Já passava das 18:00 da noite, estávamos chegando a casa da Pattie, Jaxon e sua namorada já estavam lá, mas na porta só encontrei a Pattie esperando por nós.

Pattie: Oi querida. -ela me deu um abraço assim que me aproximei- Como você está?

Lucy: Estou bem. O local do ferimento dói um pouco as vezes, mas não é nada quando se tem um pai médico em casa.- falei assim que meus pais se aproximaram

Ben: Boa noite. Estou cuidando dessa moça - ele sorri pra mim

Pattie: Boa. Sejam bem vindo a minha casa.

Liah: Obrigada querida!

Pattie: Jazzy amor, sua mãe já chegou.

Jazzy: Que bom! Estava morrendo de saudades.- ela foi caminhando pra dentro da casa e no caminho falou com a Grace.

Grace: Dr.Ben -Grace se aproximou de nós

Ben: Grace, que bom te ver.

Ela sorriu pra ele e abraçou, e ele retribuiu com carinho. Olhei aquela cena e não entende muito. Eles se falavam as vezes e passavam horas conversando quando se viam, e eu nunca entende essa proximidade entre eles. Minha mãe em relação a ela era neutra, acho que ela muita das vezes preferia que fosse ela com o Justin do que eu.
Eles caminharam pra dentro da casa conversando.
Vi uma mulher na sacada da casa, nunca tinha a visto nos jantares de amigos e familiares, e do lado dela havia um rapaz que aparentava ter seus 18 anos.

Lucy: Novos amigos da família?- apontei pra sacada

Pattie: Ah não, amigos de muitos anos. Ela é a mãe da Grace, chegou de Nova York hoje, e o rapaz é irmão mais novo da Grace.

Lucy: Ah. Não sabia que ela tinha irmãos.

Pattie: Vocês nem se dão bem também, é de se esperar que você não saiba mesmo. Mas vocês tem que parar, está acabando com o Justin coitado.

Lucy: Seu filho não é nenhum santo.

Pattie: Eu sei, mas ele te ama e tem um carinho enorme por ela. Vocês tem que conciliar isso.

Lucy: Desculpa melhor sogra do mundo, mas é quase impossível.

Pattie: Vocês não tem jeito.

Lucy: E cadê o Justin? Ele disse que estaria aqui.

Pattie: Ah sim, disse que estava na estufa te esperando.

Lucy: Então acho que devo ir, antes que sirvam o jantar. Você não não vai entrar?

Pattie: Estou procurando a Vanessa, Jaxon me pediu pra chamá-la, mas não estou encontrando. Ela veio atender um telefonema, mas não voltou até agora.

Lucy: Vou falar com o Justin, se eu ver ela por aí, mando ela ir até o Jaxon.

Pattie: OK.

Caminhei até a estufa por aquela extensão toda. A casa da Pattie era grande demais, alguém que não conhecesse a casa, se perderia fácil. Sempre achei um charme ter uma casa grande assim, mas nunca quis ter uma. Gostava de espaço e ao mesmo tempo ter contato com todos da casa, sem que eu precisasse ir tão longe.
Estranhei a falta de seguranças ali no local, sempre tinha um ou dois vigiando a casa.

Lucy: Estranho.-falei baixinho

As luzes da estufa estavam desligadas, mas entrei assim mesmo, e já procurei pelo o registro para acende-lá.

Lucy: Justin.

Justin: Estou aqui.

Justin estava do outro lado da estufa, de costas pra mim, mas logo se virou.

Justin: Que bom que veio.

Lucy: Ao contrário de você, eu não fujo.

Justin: Como você está?- ele deu de ombros

Lucy: Melhor, mas não graças a você.- falo ressentida

Justin: Sinto muito Lucy, sinto muito por tudo. Eu não queria ter me afastado.

Lucy: Mas você se afastou Justin. Ficou duas semanas longe, com a Grace. Você nem atendeu as minhas ligações. Qual é o seu problema?

Justin: Muitos. Mas eu só quero ficar bem com você.- ele segura meu rosto com as duas mãos- Quero que me ame independente das minhas mil falhas com você.

Ele estava estranho, ele estava diferente, preocupado talvez. Eu não queria piorar nada, apenas saber a verdade.

Lucy: Eu amei você ontem, eu amei você hoje, e vou amar você amanhã. Isso não vai mudar. Mas não pode sumir e aparecer quando quiser. Tem que confiar em mim, tem que me falar o que está acontecendo. E não se esqueça, eu salvei sua vida.- abrir um sorrisinho

Ele me beijou, e eu deixei. Por mais que ainda tivesse irritada, e chateada, e magoada, eu queria sentir seus beijos, queria saber se tudo estava bem, ele vem me preocupando.

Justin: Prometo te contar.- ele fala contra minha boca- Só me prometa que não vai fugir pra longe.

Lucy: Eu estou aqui não estou? Eu não vou á lugar nenhum.

Assim que abracei ele, e por um momento fechei os olhos pra senti-ló, um homem apareceu atrás dele e apontou a arma.

Lucy: Justin.- o apertei enquanto olhava para o homem

Justin: Está tudo bem. Fique calma.

Ele tentou me tranquilizar, mas sentia todos os seus músculos tenso.

- Solta ela. - uma voz atrás de mim falou

Lucy: Não me solte.-agarro ainda mais ele

Justin: Quanta covardia. Porque vocês não vão embora, antes que as coisas fiquem piores.

- Piores do que já está?

Apareceu um outro homem, com a Vanessa feita de refém, com um pequeno machucado no rosto.

Vanessa: Me ajuda.

Justin: Desgraçado.

- Vamos, solte ela agora.

Lucy: Não.

Justin: Confie em mim. Ninguém vai te machucar.

Ele me soltou devagar, e quando suas mãos e nem as minhas estavam ao alcance de ambos, o homem puxa meu cabelo com força, e passa seu braço pelo meu pescoço, apertando.

Justin: Solte ela.

Ele tenta vim até a mim, mas logo é detido pelo homem atrás dele.

- Você morreria antes de deixar qualquer coisa acontecer com ela. Então calminho ai.

Justin: O que você quer? Ou melhor, o que vocês querem? Vingança?

- Não só isso. Acho que os nossos homens não deixaram as coisas tão claras assim lá em sua casa.

Justin: Não tiveram chance.

- Você é um mafioso bom Justin, mas não bom o suficiente. Você lembra de mim?

Justin: Não me recordo.

- Claro que não se recorda, eu era apenas uma adolescente quando você tentou me matar.

Lucy: Do que ele está falando? Quem é você?

- Cala a boca.- ele aperta ainda mais seu braço em volta do meu pescoço

Justin: Pare!

- Você lembra de quando matou minha mãe, meu irmão, minha irmã e todos da minha família. Claro, com exceção de mim e do meu pai. Você cometeu um erro.

Justin: Eu me lembro. Marcus e seu filho Alex, o mais novo.-ele esboça um sorriso- O filho que eu não matei. Então Alex, cometi um erro muito grande. Deveria ter te matado.

Alex: Não me matou porque não era e nunca foi bom o suficiente. E agora estou a um passo a frente.

Justin: Não te matei por pena, como você disse, não era bom o suficiente. Hoje faria diferente, te mataria da mesma forma que eu matei seu irmão.

Lucy: Justin, o que você está falando?

Eu estava assustada com tudo que saía da sua boca. Eu nunca tinha o visto falar assim.

Alex: Por pena, no entanto não teve pena de matar um bebê. O quão covarde você é?

Justin: Você já fez essa pergunta a seu pai também? De covarde pra covarde, ele foi um bem mais do que eu.

Alex: Você vai pagar por tudo. E vou começar tirando de você as pessoas menos significantes, até as mais importa.

Em um movimento rápido, ele atira na Vanessa, a deixando extremamente ferida e o homem que a segurava a deixou cair no chão sem cerimônia

Vanessa: Não, não.- ela gemia de dor no chão

Justin: Vou atrás de você, do seu pai, e vou matar vocês.

Alex: Boa sorte.

O homem atrás do Justin o acerta com uma coronhada na cabeça e o deixa caído no chão. Outros homens aparecem e começam a jogar algo com um cheiro forte por toda a estufa, parecia ser gasolina.

Lucy: Oh meu Deus, o que você vai fazer?- começo a chorar

Alex: Vai ficar tudo bem querida. Ele vai te salvar. Mas a culpa vai o consumir.- ele coloca sua mão no meu rosto, tapando meu nariz e minha boca, dificultando minha respiração, fazendo eu lutar contra até desmaiar

[...]

ACORDO EM MEIO ao fogo e a fumaça. Estava debilitada no chão, tentando enxergar o Justin no meio daquela fumaça toda. Tentei me proteger com a blusa, tapando meu nariz,  mas era o mesmo que nada.

Justin: Lucy. - ele grita

Lucy: Justin. - tento gritar de volta

Me arrasto pelo chão, e logo ele me encontra. Ele tira sua camisa, e molha com um jarro de água que tinha lá, e me dar pra eu por no rosto.

Justin: Vai ficar tudo bem. - Ele me pega no colo- Eu vou te tirar daqui.

Lucy:Vanessa. Não podemos deixá-la aqui.

Justin: Segura a camisa ai.- Ele tenta encontrar uma saída no meio daquela fumaça

Lucy: Ela está morrendo.

Justin: Cala a boca Lucy. Apenas fica com o pano no rosto.

Lucy: Ela está morrendo Justin. -grito- Salve ela primeiro, por favor.

Justin: Eu sinto muito. Mas não vou deixar você aqui. Isso vai explodir.

Os vidros da estufa começou a quebrar por conta do fogo, e eu me protejo no colo do Justin. Olho pra Vanessa no chão, agoniando-se com aquilo, ela não iria aguentar por muito tempo. Estava morrendo.

Lucy: Por favor Justin, tire ela daqui. Ela vai morrer. - suplico ao Justin

Ele endurece, e fingi não me ouvir, e então tenta me tirar a qualquer custo de lá. Antes que eu pudesse me afastar da Vanessa, joguei a camisa do Justin molhada pra ela, e fiquei a mercê da fumaça.

Justin: Droga Lucy.

Vejo ela pegando o pano e colocando no rosto.

Lucy: Você vai ficar bem. - sussurrei pra ela

Estava ficando inconsciente de novo, mas consegui ver a hora em que Justin conseguiu me tirar de dentro da estufa e correr comigo até onde todos estavam desesperados com a situação.
Ele me colocou no chão, e eu olho pra ele.

Lucy: Não a deixe morrer.

Justin: Eu sinto muito. - ele tapa meus olhos

Mesmo com os olhos tapados, pude ouvir a exploração, e ao mesmo tempo ouvir os gritos do Jaxon.

Lucy: Céus.-chorei

Jaxon: Vanessa, Vanessa. - ele grita em desespero

NÃO DEMOROU MUITO para os paramédicos chegarem pra me levar até o hospital,  o corpo de bombeiro já havia sido chamada também.  E logo os meninos apareceram junto com os policiais, que obviamente não faziam nada, além de ocultar tudo. Mas isso era assunto pra outra hora.
Me recusava a acreditar que ela tinha morrido, me recusava a acreditar que o Justin não fez nada pra salva-lá, me recusava a acreditar que uma parte disso era minha culpa.
Já estava no hospital, eu nunca tinha estado tanto em um assim. Em menos de um mês eu estava lá, de novo. Fui examinada pelo meu pai, e tratada como devia. Tive pequenas queimaduras, mas nada demais. Estava no soro quando minha mãe entrou no quarto, e logo em seguida Justin entrou também.

Liah: Ei, está tudo bem?

Lucy: Sim. Cadê o Jaxon?- olho para o Justin

Justin: Em casa.

Lucy: Preciso falar com ele, preciso falar que tudo vai passar, eu preciso.- explodo em lágrimas.- Não, não.

Liah: Está tudo bem querida, está tudo bem. Fique calma.- ela me abraça

Lucy: Ela morreu mãe, e eu não pude fazer nada.

Justin: Você não tinha como fazer nada Lucy.- ele fala bravo

Lucy: Não. Mas você  podia Justin. Você podia ter tirado ela primeiro.

Justin: E deixado você morrer? - ele fala incrédulo com minhas palavras- Sério?

Liah: Não. Sinto muito por ela, mas você não.

Lucy: Eu juro que preferia ter morrido do que está me culpando por isso.- coloco a mão no rosto- Deveria ser eu. Ou a gente dava um jeito, a gente tinha que dar um jeito. Eu falei a ela que tudo estaria bem, mas não está, não vai ficar.

Justin: Cale a boca. Não está vendo a merda que está falando? A culpa não é sua, nunca vai ser.

Liah: Fique calma amor. Escute o Justin, isso não é sua culpa.

Lucy: Fizeram você escolher entre mim e ela Justin, consegue perceber isso? Por que? Por que estou te odiando tanto por isso?

Justin:  Isso não é conversa pra termos agora. E sim, eu sei que eles me fizeram escolher, e eu  sei que fiz a escolha certa, mesmo sabendo que vou ser odiado pelo Jaxon, mas eu não me importo. Eu sempre vou te escolher, sempre, independente de qualquer coisa. - ele me olha nos olhos - Porque Eu não me importo de ser o cara mal Lucy, eu não me importo se você vai me odiar depois de tudo, ou já está me odiando, eu não me importo de tomar todas as decisões erradas, porque no final do dia sou eu que vou te manter viva, sempre. Então me ame ou me odeie, eu não me importo. Por tanto que esteja viva, e bem, tudo que eu fazer de bom ou ruim, vai valer a pena.

Lucy: Sai daqui Justin. Eu não quero ouvir mais nada.

Ele sai sem falar mais nada, e bate a porta.

Liah: O que foi isso? Por que você está tão irritada por ele ter te salvado?

Lucy: Porque pessoas morrem por minha causa, porque pessoas vão morrer.

Liah: Você está alucinando. Vou chamar seu pai. - ela sai preocupada com meu estado

JUSTIN ON

Grace: Justin, está tudo bem?- ela me para na porta de saída do hospital

Justin: Sim. Eu só quero ir embora.

Grace: Eu vou com você, deixa eu só falar com minha mãe.

Justin: Não Grace, eu quero ficar sozinho. Eu preciso ficar só.

Grace: Tem certeza?

Justin: Tenho.

Will me esperava com o carro. Entrei, e pedi que me levasse pra casa.
Estava tentando me controlar pra não sair fazendo besteira por ai, estava tentando não me culpar por isso, porque eu tinha feito a escolha certa. Eles não vão parar, até tirar tudo de mim. Mas eu não vou deixar, eu não vou deixar, irei matar todos, iria virar o demônio se fosse preciso pra salvar a minha família. Irei matar do adulto até criança se fosse preciso, não iria cometer o mesmo erro, não iria falhar, não iria ter pena, piedade, misericórdia, nada. Porque eu não iria me importar, eu não me importo.

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Um novo Justin ou um antigo Justin de volta?
Espero que gostem!

Beijos

Tai

SECRETS- Capítulo 32 - WORST VERSION

NO DIA SEGUINTE acordei com um pouco de dor de cabeça, talvez pelos vários copos de cerveja. Justin já havia acordado, e estava no escritório. Eu tinha acabado de tomar um analgésico, e decidi tomar um ar livre já que a Grace estava em casa, e eu não queria ter que olhar pra cara dela.
Quando desci vi a Lisa indo em direção ao elevador com o Marley preso na coleira.

Lucy: Bom dia Lisa. Vai descer?

Lisa: Bom dia Lucy. Eu vou levar o Marley pra caminhar.

Lucy: Oi amigão. Tudo bem com você? - brinquei com ele quando cheguei perto - Eu levo ele. Vou dar uma caminhada também.

Lisa: Ok .- Ela me entregou ele - Eu vou adiantar o café da manhã então.

Lucy: O Justin já comeu algo?

Grace: Bom dia.

Nem me dei o trabalho de virar, e nem esperei a Lisa responder, entrei no elevador com o Marley e esperei a porta se fechar pra virar.

Lucy: Mulher chata né?- falo com o Marley- Eu sei que você conheceu ela primeiro, mas você gosta mais de mim né garotão.

Saio do elevador e cumprimento alguns seguranças que se encontravam ali. Vou andando pra fora da cobertura, e respiro fundo quando o sol toca meu rosto. Marley vai me puxando enquanto cheira tudo que ver pela frente, e sinto alguém caminhando logo atrás de mim. Já sabia de quem se tratava, e me viro pra pedir pra que me deixem um pouco só.

Lucy: Eu estou aqui. Você não precisa ficar atrás de mim. Isso é chato.

- Eu sei srta.Hale, mas o patrão quer que a gente fique de olho.

Lucy: Você e os outros podem  ficar de olho de longe. Então por favor, volte.

- Mas...

Lucy: Volte. - mandei

Voltei a caminhar sabendo que ele não viria atrás, mas sabia que ele estaria de olho em qualquer movimento que eu fizesse.
Soltei o Marley, e o deixei caminhar na minha frente.
Meu celular toca e eu paro pra atender e continuo caminhando. Era minha mãe.

Liah: Filha.

Lucy: Oi mãe. Estava pensando em passar ai hoje.

Liah: Imaginei que viria, mas resolvi ligar pra saber que horas. Tenho que ir no hospital.

Lucy: No final da tarde. 

Liah: Ok. Por onde você estava ontem? Justin ligou para o seu pai, mas eu atendi. Ele estava procurando você.

Lucy: Estava com o Jaxon. Justin se preocupa demais.

Liah: E...e como ele...

Lucy: Ele está bem. -sorri

Depois da briga que o Justin teve com o Lucas, minha mãe baixou mais a guarda com o Justin. Ela estava se esforçando o máximo pra poder tratar ele o mais normal possível. Eu sabia que era um sacrifício enorme, mas eu estava feliz pela iniciativa.
Meu celular toca, enquanto estou falando com minha mãe.

Lucy: Mãe, tem uma outra pessoa na linha, te ligo mais tarde pra confirmar o horário.

Liah: Ta bom querida.

Desligo sua chamada, e atendo a do Justin, era ele que estava ligando. Olho para o prédio atrás de mim, e vi o quanto me afastei, tinha perdido o Marley de vista.

Justin: Estou vendo você daqui.

Lucy: Estou vendo você também, de longe.

Eu conseguia ver ele além da parede enorme de vidro do escritório.

Justin: Por que não veio aqui antes de descer?

Lucy: Pensei que iria incomodar. Você está vendo o Marley por ai? -saio andando a sua procura

Justin: Está vindo correndo na sua direção ai.

Tomei um susto quando o Marley aparece e praticamente se joga em cima de mim. Me abaixo pra fazer carinho nele, mas ele não para quieto, parecia está assustado.

Lucy: Que foi amigão?

Justin: O que aconteceu com ele?

Lucy: Eu não sei.

Continuo tentando acalma-ló, e por um momento o Justin fica mudo.

Lucy: Justin

Justin: Solta o Marley, e levanta.

Lucy: O que?

Justin: Faz o que estou mandando. Solta e levanta.

Devagar, solto o Marley e levanto.

Lucy: O que está acontecendo?

Justin: Corra o mais rápido que você puder, venha pra cá, agora.

Lucy: Justin eu...

Justin: Corra!

Marley dispara na frente, e quando ouço um estrondo um pouco longe, não penso duas vezes e corro também, o mais rápido possível.
Eu não sabia o que estava acontecendo, enquanto eu corria, olhei pra trás, e vinha um carro em uma velocidade alta, como se quisesse me alcançar.
Lembro do ocorrido no galpão, e corro mais ainda.
Quando chego próximo ao elevador, os seguranças estão tudo com armamentos, pronto pra atirar em qualquer um que chegasse perto. Assim que cheguei no elevador, Will me coloca pra dentro e sobe comigo e com o Marley.

Lucy: O que está acontecendo?

O Will não responde, e logo a porta do elevador se abre, e é quando ouço um disparo.

Justin: Você está bem?- ele me abraça rápido

Grace: Eu ouvi um disparo.- ela aparece assustada na sala

Lucy: É aquilo de novo?

Justin: Presta atenção no que eu vou dizer. - ele olha nos meus olhos - você vai subir, junto com a Grace e a Lisa. Vai se trancar naquele último quarto, e não vai sair ou abrir a porta nem se eu pedir.

Grace: Mais disparos.

Will: Estão tentando invadir.

Lucy: Justin, pelo amor de Deus. - começo a ficar nervosa

Justin: Segure isso. - ele coloca uma arma na minha mão

Lucy: Você está brincando né?

Justin: Eu pareço estar brincando.
Lucy: Eu não vou usar isso.- grito

Justin: Vai usar sim, se for pra salvar sua vida.

Lucy: Eu mal sei usar isso Justin.

Justin: É só apontar e atirar. Agora vá.

Lucy: Justin.

Lisa: Vamos.

Lisa me puxa e saio subindo as escadas correndo, junto com a Grace. Quando chegamos no andar de cima, nos trancamos no último quarto, e a Grace junto com a Lisa, colocam uma cômoda atrás da porta.
Não consigo ficar parada, ando de um lado para o outro, com aquela coisa na mão, que nem sei como usar direito. Por que ele tinha uma arma? Por que isso estava acontecendo?

Lisa: Fique calma Lucy.

Lucy: Meu Deus, isso é loucura.

Grace: Justin vai saber o que fazer. - Ela falou baixinho

Os disparos começaram a ficar mais frequentes e perto, não sabia se tentava manter a calma, ou se chorava. Eu só queria que nada de ruim pudesse atingir o Justin, então comecei a orar baixinho.

JUSTIN ON

Will: Conseguiram entrar!

Justin: Cadê o Mike?

Will: Mike, conseguiu entrar?- ele fala no rádio

Justin: Assim que o elevador abrir, esteja preparado.

Mike: Consegui entrar. - ele apareceu vindo da cozinha - Mas que porra eles estão tentando fazer?

Justin: Eu não sei. Apenas não deixa ninguém subir em hipóteses alguma, atirem pra matar, todos.

Mike: Ok.

Will: Estão aqui.

Me posiciono em frente a escada, Mike do lado esquerdo da sala e Will logo do outro lado. Quando o elevador sinaliza a chegada, a porta se abre e imediatamente aponto as duas armas em direção a cada um dos homens. Especificamente havia 6 homens, uma desvantagem muito grande. Mas estávamos com 6 armas apontadas pra ele, 2 na mão do Mike, 2 na mão do Will, 2 na minha, pensando bem, acho que não é tão desvantagem assim.

Justin: O que vocês querem?

Um homem faz menção de atacar Mike, e ele destrava a arma.

Mike: Olha, que se me atacar, eu ataco também.- ele fala em um tom sarcástico como sempre.

Justin: O que vieram fazer aqui?

- vendetta

Italianos! Já sabia do que se tratava, e nem precisava perguntar mais. Marcus, ele estava por trás disso.

Justin: De um a dois, ou vocês saem daqui agora, e deixo vocês irem em paz, ou a gente pode começar a travar essa guerra bem aqui, e vocês irão morrer. Porque acredite, eu sou o diabo em pessoa.- odiava ter que me posicionar desse jeito, mas deixo a onda percorrer pelo meu corpo

Mike: Eu prefiro a dois, e estou quase achando que vocês também.

- Numero tre , si uccide.

Quando estava com o dedo no gatilho, pronto pra atirar, a porta do elevador se abre e Ryan aparece e atira na cabeça dos dois homens que apontavam a arma pra mim e logo em seguida eu atiro em um dos caras com a arma apontada para o Will e ele mata o outro sem dar chance deles atirarem, e Mike mata os dois na sua frente, com um sorrisinho no rosto. De todos, era o que mais achava graça disso.

Ryan: Número quatro, matamos vocês.

Assim como piscar de olhos, começa um verdadeiro tiroteio no meio da sala. O que não sabíamos, era que tinha mais homens ali dentro. Uns 8 ou 10, não sabia ao certo o quanto. E tudo aquilo virou uma bola de neve.

JUSTIN OFF

Lucy: O que está acontecendo lá fora?

Grace: Está parecendo que estamos no meio de uma guerra.

Lucy: Tem que ter uma forma de sair daqui.

Grace: Ninguém vai sair.

Lucy: Cala a boca.-grito de nervoso

Ouço passos no andar de cima, e todas nós nos juntamos em um canto.

Lisa: Eles estão aqui.

Grace:xiii

Respiro fundo e aponto a arma em direção a porta. Os passos ficam cada vez mais perto, e o medo e a adrenalina percorrem meu corpo. Fecho os olhos e tento me concentrar no que iria fazer, mas ouço a voz do Justin, e isso é o suficiente pra eu correr até a porta e tentar tirar a cômoda de lá.

Grace: Você não vai abrir essa porta. - ela se coloca na minha frente

Lucy: Sai da minha frente.

Lisa: Meninas por favor, se acalmem.

Grace: Você está louca? Vai nos matar.

Lucy: E eles vão matar o Justin.

Grace: Você ouviu que ele falou? Não abra a porta mesmo se eu pedir. Obedeça ele! Confie!- ela me grita

Lucy: Vai se foder.

Ouço um grito do Justin vindo do corredor, e imediatamente empurro a Grace, fazendo ela cair no chão e abro a porta.
Justin se encontra em frente a descida da escada, um homem está em frente a porta, e eu aponto a arma pra ele, enquanto ele aponta a arma em direção ao Justin, um pouco ensanguentado.

Lucy: Justin.- me preocupo

Justin: Não se mova.

Lucy: Abaixe sua arma, se não eu atiro. -sinto a raiva tomar conta de mim por ver ele assim

Ele dar um sorrisinho de lado pra mim, e faz menção de atirar no Justin, dando as costas pra mim, e imediatamente meu dedo aperta o gatilho e o acerto, mas seu movimento foi tão rápido, que ele vira, e atira em mim, me fazendo cambalear pra trás, e cair nos braços da Lisa. E não deu tempo de ele atirar de novo, Justin o acerta com um tiro na cabeça, e vem de lá atirando cada vez mais. Nunca tinha o visto daquele jeito, seu rosto queimava em raiva e ódio, e ele não parava de atirar no cara que já estava morto no chão, bem a minha frente. Aquela cena foi a pior versão dele que tinha visto, e eu não aguenta ver mais.

Lucy: Pare. - minha voz sai firme

Ele me olha, e seu rosto se suaviza e transparece preocupação e culpa, e dor.

Lisa: Ela está perdendo muito sangue.

Ele fica de joelhos em minha frente, e me puxa para os seus braços. Escondo meu rosto no seu peito, e reprimo os soluços e as lágrimas que viam.

Justin: Você é teimosa Lucy, você é teimosa. - ele me aperta contra seu peito- Mas vai ficar tudo bem. Apenas fique comigo.

Mike: O que aconteceu?

Justin: Atingiram ela.- ele se coloca de pé comigo no colo- preciso levá-la ao hospital.

Lisa: A Grace torceu o braço.

Mike: Vá, eu levo a Grace.

Quando Justin desce comigo no colo, não tenho coragem de olhar pra sala, a dor estava ficando insuportável, parecia que estava queimando por dentro, e então apaguei.

JUSTIN ON

Justin: Chama o Dr.Ben, ela precisa de um médico agora.

Chego no hospital com ela no meu braço, e já entrando no corredor. Alguns seguranças tentam me barrar, mas logo Ben aparece, e a Liah também.

Ben: O que está acontecendo?

Liah: Ah meu Deus.

Ela corre para o meu lado, e tira o cabelo do rosto da Lucy.

Justin: Ela está desacordada. Está perdendo sangue.

Ben: Rápido, chamem a equipe médica, tragam uma maca.

Foi tudo muito rápido, todos do hospital corriam de um lado para o outro. Um enfermeiro chega com a maca, e eu coloco a Lucy deitada lá. Tento acompanhar ela, mas Ben, não deixa.

Ben: Acho melhor você ficar aqui.

Justin: Ela precisa de mim.

Ben: Ela está em boas mãos agora. Apenas vá para a enfermaria e cuide desses ferimentos também.

Liah: Cuida dela.

Ben: Vai ficar tudo bem.-ele dá um beijo em sua testa, e sai.

Justin: Droga.- chuto a lata de lixo na minha frente de raiva

Fico anestesiado com tudo, era a única coisa que eu não queria que acontecesse. Sento em um dos bancos do corredor do hospital, e enfio minha cabeça entre as mãos, me sentindo culpado por tudo.

Mike: Cadê ela? - ele chega com a Grace

Liah: O que aconteceu? Uma guerra?-ela fala quase se exaltando vendo o estado de todos

Mike: Quase isso.

Grace: Ai, meu braço. - ela geme de dor

Liah: Ei, levem eles pra enfermaria. - ela fala com um enfermeiro que passava por ali

Justin: Levem ela. Eu vou ficar aqui.

Eu não iria ir pra lugar nenhum até a Lucy sair daquela sala bem. Eu não estava nem aí, como iria explicar o que tinha acontecido, as mil desculpas que iria dar, apenas queria saber dela.

HORAS E HORAS DEPOIS...

Justin: Como você está?

Grace: Bem. Acho que vou ter que ficar com essa bóia por uma semana. A Lucy conseguiu me proporcionar dor dessa vez.

Justin: Eu sinto muito por tudo isso.

Grace: Não sinta. A culpa não foi sua.

Justin: Acredite, é mais culpa minha do que eu gostaria.

Grace: Mas eu confio em você. Sei que não foi por mal.

Mike: E ai, como a Lucy está?

Justin: Parece que está bem. Fui vê-la, mas ela ainda está desacordada. Ben disse, que ela vai acordar logo logo.

Mike: Que bom.

Justin: E o Chaz? Conseguiu contornar a situação lá?

Mike: Sim. O policial Rick deu um jeito. Estamos devendo mais uma pra ele.

Justin: Melhor assim.

Grace: Eu deveria saber por que um policial está envolvido nisso?

Mike: Você não vai querer saber disso.

Justin: Continue confiando apenas.

LUCY ON

Acordei com um pouco de dor no meu ombro esquerdo, já sabia onde estava, e infelizmente eu me lembrava de tudo. A vontade de chorar era imensa, minha mente não parava de me culpar por ter atirado naquele homem, mesmo sendo pra defender o Justin.
A culpa estava me consumindo, e eu não iria ter coragem de contar isso á ninguém.

Ben: Olá querida! - ele aparece na sala

Lucy: Pai, cadê o Justin?

Ben: Foi ver a Grace na enfermaria. Como você está se sentindo? Dor? Incômodo?

Lucy: Culpa.

Ben: Ei, culpa de quer? Foi um acidente.

Lucy: Acidente?

Ben: Foi o que aconteceu na casa do Justin. Não sei bem, mas o policial explicou tudo.

Lucy: Chama o Justin, eu quero ver o Justin, por favor.

Ele me examina rapidamente, e vai chamar o Justin. Não demora muito pra ele aparecer no quarto.

Justin: Ei, você acordou.

Lucy: Por que o policial está contando uma história totalmente diferente do que eu me lembro para os meus pais?

Justin: Porque foi isso que aconteceu.- ele fala sério

Lucy: Pare de mentir pra mim. Estou me sentindo culpada, e você sabe porque. Então conte-me a verdade.- me altero

Justin: Fala baixo Lucy, você não tem culpa de nada.

Lucy: Eu quero sair daqui, eu quero que você me conte que porra está acontecendo. Eu quero saber porque estão tentando te matar, ou me matar, sei lá.- meus olhos se enchem de água - Por favor, eu preciso da verdade.

Justin: Eu vou chamar seu pai. Você está sem condições alguma de conversar agora.

Lucy: Justin, por favor.

Ele deposita um beijo na minha testa rápido, e sai do quarto, me deixando lá em plantos.

2 DIAS DEPOIS...

Liah: Como você está se sentindo?

Lucy: Acho que bem. O Justin, é...

Liah: Não, ele não ligou.

Eu estava de alta à dois dias já, estava na casa dos meus pais, e desde de quando o Justin saiu do quarto daquele jeito, ele não voltou mais. Estava tentando ligar, mas ele nunca atendia. Mike não veio me visitar também, ninguém veio, além do Jaxon e a Jazzy, e a Lisa. E ela disse que Justin não aparece em casa desde do dia em que saiu do hospital.
Me preocupei, claro, mesmo estando puta da vida com ele.
O que eu não poderia saber?

Liah: Vou deixar você descansar um pouco ok?

Lucy: Ta bom.

Ela apaga a luz e me deixa sozinha. Pego meu celular na cama, e disco o número do Justin.

Lucy: Atende...atende.

Chamou, chamou e ninguém atendeu. Estava caindo na caixa, então resolvi deixar um recado.

Lucy: Onde você está Justin? O que está acontecendo? Por que você não está aqui? Eu...

JUSTIN ON

- Eu queria que estivesse aqui, que me conta-se a verdade. Por que é tão difícil de falar à verdade? Isso tudo está me matando por dentro, sinto como se você fosse uma mentira, e...bom, me liga de volta ou aparece aqui.

Grace: Você quer voltar?

Justin: Eu quero não precisar mentir pra ela.

Desde o dia que sai daquele hospital, resolvi vim pra casa do campo, onde muitas vezes trazia a Lucy. A Grace veio comigo, e contei tudo a ela, toda a escuridão por trás de mim. Ela não correu pra longe, como eu acho que a Lucy vai fazer, ela ficou.
Eu estou encontrando forças pra voltar. Eu não atendo suas ligações, e nem a de ninguém, e talvez ela esteja me odiando, mas é tão difícil.

Grace: Você precisa contar a ela. Ela merece a verdade.

Justin: Eu sei, eu sei. Mas não sei como falar isso a ela. Ela vai me odiar, e eu preciso tanto, tanto que ela me ame, que ela permaneça comigo. Ela é boa, ela conseguiu afastar toda essa escuridão pra longe, ela me fez ser melhor, bom de novo.

Grace: Me sinto culpada. Quer dizer, você ficou assim, depois que eu te deixei.

Justin: Não, por favor, não se culpe. Aconteceu, eu tive escolha de fazer diferente, e não fiz. É tudo culpa minha.

Grace: Mas eu estraguei você Justin.- ela deixa as lágrimas sair- Eu estraguei você. Eu nunca deveria ter ido embora. Eu nunca deveria ter achado que você não pudesse me amar com aquela doença. Você era bom, você inspirava o bem, você me amava, você era raro. E eu estraguei você. Não que eu te veja como um monstro agora, por incrível que pareça, eu confio em você, eu ainda te amo, e vou amar amanhã também, mas tudo seria diferente se eu não tivesse ido.

Justin: Grace, eu te amei, de verdade. Fiquei louco quando você foi embora. Mas se eu tivesse escolhido diferente, não teria conhecido a Lucy. Então não se culpe, porque por mais ruim que seja, eu não me arrependo de nada do que aconteceu. Não me castigo mais por você ter ido embora, porque se você não tivesse ido, eu não teria a conhecido. E ter conhecido ela, foi a melhor coisa que me aconteceu. E preciso dela, não posso perder ela, mas isso é tão egoísta, ela não merece alguém como eu, no entanto não quero que ela corra pra longe.

Grace: Minha mãe sempre me dizia assim: Querida, você deve ser amada por alguém que queira te amar, não por alguém que você espera desesperadamente que te ame. Bom, não estou seguindo isso agora. Mas você deve seguir. Tem que falar a ela, tem que contar a verdade, e se ela realmente te amar, como você acha que ela te ama, ela não vai embora. Ela vai ficar e vai enfrentar isso com você, por mais difícil que seja. Ela vai te amar desse jeito ai.

Justin: Obrigado, por tudo.  - me levanto- Agora vou entrar, descansar um pouco. Você vem?

Grace: Vou ficar mais um pouco.

Dou um beijo em seu rosto, e quando estava caminhando pra voltar para casa, a Grace me chama.

Grace: Justin.

Justin: Sim?

Grace: Eu só quero dizer, que sinto muito por ter sido tão covarde.

Abro um sorriso sem graça, e volto a caminhar. Eu precisa tomar uma decisão.

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Postei!

Beijos!

Tai.

SECRETS - Capítulo 31 - NOBODY WILL TAKE YOU FROM ME

JÁ PASSAVA DAS 22:30, e eu estava morta de sono. Justin tinha descido para o escritório, e eu relaxei ali mesmo. Dormir sem ver a hora que ele subiu para o quarto.

 O ALARME TOCA e eu desligo imediatamente. Justin ainda dorme ao meu lado. Pego meu celular e olho as horas, 05:30 da manhã. Por que acordei tão cedo? Olhei para a janela e lá fora estava chovendo, quanto tempo eu não vejo chuva? Estou tão aquecida aqui na cama , do lado do homem mais lindo do mundo, que eu não quero levantar por nada.
Ele se vira pra mim e abre os olhos.

Lucy: bom dia. -sorrio e lhe dou um selinho

Justin: bom dia. - murmura

Lucy: Ainda estar cedo. Você que colocou o rélogio pra alarmar as 05:30?

Justin: Sim. Tenho que levar a Grace no médico  antes de ir pra empresa.

Lucy: Hm. Acho  que você deveria levar ela até meu pai. Ele iria saber o que fazer. Até porque eles se dão bem né?! Você não iria precisar se preocupar e ficar tão perto assim. - retirei os olhos

Justin: Lucy. - ele rosna pra mim

Lucy: Ok. - levanto- não está mais aqui quem  falou. - entro no banheiro

TOMO BANHO E me visto, colocando uma calça, uma bota, uma blusa básica e uma jaqueta por cima. Sem paciência pra pentear o cabelo, faço um coque frouxo. Desço para a cozinha, onde Justin e Grace conversam intimamente para o meu gosto e tomam café

 Lucy: bom dia. - eles olham pra mim

 Justin: Está linda. -ele sussurra

Lisa: Bom dia Lucy. Nunca mais tinha te visto.

 Lucy: Estava um pouco ausente mesmo.

 Lisa: O que gostaria de comer?

Lucy: Um copo de suco.

 Justin: Só isso?

Lucy: Não estou com fome.

Justin: Você nunca esta com fome.

Grace: Vou pegar minha bolsa.

Justin: você também não comeu quase nada. Coma mais alguma coisa, por favor.

Grace: sério Justin?

 Justin: sim. - ele à intimida

Grace: Ok. Só mais um pouco.

Justin: Você também Lucy.

Lucy: Não. Estou sem fome, já falei.

Justin: Mas...

 Lucy: Tenha um bom dia gato - dou um selinho rápido nele- tenho que ir. Tchau Lisa.

Rita: tchau

 Justin: Lucy. -ele grita e eu saio correndo e entro no elevador.

Ele aparece antes do elevador fechar e me olha bravo.

Lucy: Te amo.

CHEGO NO ESTÚDIO e me tranco no escritório, tinha que editar algumas fotos. Ligo o macbook e começo a trabalhar. Depois de alguns minutos, meu celular vibra. Olho e é uma mensagem do Justin.

- "Bom dia, pessoa mais teimosa do mundo. O que deu pra você sair daquele jeito?"

Respondi imediatamente

"Caro Sr. Bieber. Não consigo ficar no mesmo ambiente da sua queridinha Grace. Isso responde sua pergunta?!"

" Não vou voltar com esse assunto. Quero que vá para minha casa depois que sair daí. "

"Vou ver senhor mandão."

Jaxon: bom dia. - Jaxon entra na sala

Lucy: E ai sumido.

 Jaxon: Você que some, e eu que levo a fama de sumido?

 Lucy: Eu sumi?

 Jaxon: Você sempre some Lucy.

Lucy: Isso não é verdade. Mas e aí, como você está?

Jaxon: Bem. - ele se encosta no batente da porta - estou levando.

Lucy: Só porque eu sumi, não quer dizer que não conheça mais meus amigos. Eu sei quando esta bem e quando não esta. Quer conversar sobre isso?

Jaxon: Ok. Acabou de adimitir que sumiu.

Lucy: Jaxon...

Jaxon: Topa uma cerveja mais tarde?

Lucy: Eu não sei. Justin quer que eu vá pra casa dele.

Jaxon: Começou a namorar com o garanhão e não sai mais.

Lucy: Nada disso. Só que o Justin está preocupado com tudo que estar acontecendo.

Jaxon: Hm. -ele já ia saindo da sala

 Lucy: Mas se não fomos demorar muito a gente pode ir no barzinho.

Jaxon: Agora sim estou falando com a minha Lucy.

Lucy: Mas xii, não conta nada ao o Justin. A gente sai um pouco mais cedo.

Jaxon: Ta bom. Passo aqui quando terminar meus deveres.

 Lucy: ta.

 A manhã e a tarde se arrasta e a noite vem chegando.

ESTÁVAMOS EM UM bar perto não muito longe do galpão. Como combinamos tínhamos saído mais cedo, já estávamos algumas horas ali, jogando papo fora, e provavelmente na quinta ou sexto copo de cerveja. Talvez eu estivesse um pouco "alegre", mas nada fora do controle.
Jaxon me contava sobre  sua nova aventura amorosa, que já não era apenas uma aventura, e segundo ele, ela era a mulher da sua vida.

Lucy: Você tem certeza Jaxon?

Jaxon: Como nunca tive na minha vida. Se você a conhecesse, se pudesse ver o que eu vejo. Nossa, é incrível.

Lucy: Você parece gostar dela mesmo.- olho radiante pra ele.

Jaxon: Eu não gosto dela, eu a amo.

Lucy: Quero conhecer depois quem roubou o coração do meu amigo.

Jaxon: Em breve.

JUSTIN ON

Justin: Droga. -jogo o celular no sofá- ela não atende.

Grace: Relaxa Justin, daqui a pouco ela está aqui.

Justin: Não tem como relaxar. Está acontecendo tanta coisa, e ela deveria estar aqui.

Grace: Vem cá. -me puxa pra sentar no sofá- O que está acontecendo? Você anda muito preocupado.

Justin: É complicado.

Grace: Eu sempre entendi suas complicações.- ela coloca sua mão em cima da minha

Justin: Isso vai bem mais além do  seu entendimento. Não quero e nem vou te preocupar com isso. Apenas confie em mim.

Grace: Eu confio de olhos fechados. - Ela deita sua cabeça no meu ombro e eu relaxo

JUSTIN OFF

Lucy: Ai mds, que horas são?-procuro meu celular na bolsa

Jaxon: 23:10.

Lucy: Droga, meu celular está descarregado. Justin deve estar preocupado.

Jaxon: Eu vou pagar a conta e eu te levo pra casa.

Bebi o resto de cerveja que estava no copo enquanto o Jaxon pagava a conta.

Jaxon: Vamos?

Lucy: O mais rápido possível.

JAXON ME DEIXA na frente do prédio do Justin. Antes de sair do carro me despeço dele.

Lucy: Te vejo amanhã?

Jaxon: Provavelmente não. Vou sair com Vanessa.

Lucy: Ok. Vejo você segunda então.

Jaxon: Segunda.

Saio do carro e ele abaixa as janelas do carro.

Lucy: Boa sorte com a Vanessa. Espero que seja o amor da sua vida mesmo.

Jaxon: Obrigado!

Ando até o elevador e o Jaxon vai embora. Enquanto estou dentro do elevador, penso nas mil coisas que vou ouvir do Justin. Eu estava sem saco pra ouvir qualquer coisa, mas eu sei que faltei com minha palavra.
Quando a porta do elevador se abre, coloco a bolsa em cima da bancada, e ligo as luzes da sala, dando de cara com o Justin dormindo deitado no colo da Grace, e ela fazendo carinho no seu rosto. Assim que ela me ver, fica sem graça, e tira sua mão do rosto dele.

Lucy: Eu posso saber o que está acontecendo aqui?

Grace: Nada. Ele apenas pegou no sono, de tanto te esperar.

Justin desperta devagar, enquanto fico parada olhando pra ele.

Justin: Você chegou.- ele fala sonolento

Lucy: É cheguei. E preferia ter visto você dormindo na cama.

Justin: Onde você estava Lucy?- ele se levanta

Lucy: Sai com o Jaxon. Eu vou para o quarto.

Atravesso a sala e subo as escadas. Estava chateada por ter visto a intimidade dos dois tão exposta.
Chego no quarto, e tiro meus sapatos e vou para o banheiro.
Enquanto tiro meus brincos e a maquiagem, me pergunto porque me sinto tão ameaçada com a presença dela ali. Talvez porque ela era a ex dele vivendo no mesmo teto que ele. Não apenas uma ex, o primeiro amor dele. O jeito como ela acariciava ele, como tocava nele, era demais. Era nítido o quanto ela ainda gosta dele. E ele sabe disso, ele sabe de tudo e ainda dar espaço pra ela, e me chateia.
A porta do quarto é aberta e o Justin entra e para na porta do banheiro me olhando.

Justin: Você tinha prometido que...

Lucy: Eu sei o que eu tinha prometido. Sinto muito por não cumprir.- falo séria enquanto prendo o meu cabelo em um coque alto

Justin: Apenas isso?- ele cruza os braços

Lucy: O que você quer que eu fale mais?

Justin: Você sabe do que está acontecendo Lucy, eu fiquei preocupado.

Lucy: Eu não sei do que está acontecendo Justin. Ambos sabemos disso. E eu vi sua preocupação. - tiro minha blusa

Justin: Por que diabos está tão chateada se era eu que deveria estar assim?

Lucy: E por que você não está chateado?

Justin: Porque...

Lucy: Porque você sabe do porquê estou chateada. Porque você sabe que discutir agora depois de eu ver o que eu vi lá  na sala, não vai ser uma coisa agradável.

Justin: Lucy, não aconteceu nada demais. Eu apenas peguei no sono, estava cansado, só isso. Qual o problema?

Lucy: Você pegou no sono no colo dela. Você estava descansando no colo dela. Recebendo carinho dela. Esse é o problema Justin.

Justin: Não foi intencional Lucy. Eu sinto muito por você ter visto aquilo. Não vai acontecer de novo, apesar que eu não acho nada demais. A Grace é apenas uma amiga.

Lucy: A Grace é sua ex namorada, o primeiro amor da sua, que ainda ama você. Isso não é nada demais?

Justin: Não importa o que ela sente, ou o que ela significou na minha vida no passado. Ela sabe que eu amo você, eu sei que amo você, e você precisa apenas confiar em mim.

Lucy: Eu vou tomar banho, você pode sair?

Justin: Não. Eu não posso sair. Eu quero saber se estamos bem.

Lucy: Por favor Justin, estamos aqui não estamos? Estamos bem então.

Justin: Está chateada comigo.

Lucy: E vou ficar ainda mais se você não sair.

Justin: Ok. - ele joga as mãos para o alto e sai

QUANDO SAIO DO banheiro, Justin está deitado de lado, aparentemente dormindo. Vou até o closet e visto uma roupa leve. Olho para o Justin e saio do quarto sem fazer barulho. Vou até o quarto onde a Grace está, e bato na porta. Eu iria deixar as coisas bem claras a ela.

Grace: Oi.

Lucy: Eu vou falar uma vez e você só precisa escutar. Fique longe do Justin. Não me importa se você foi a ex que ele amou, ou que você ainda tenha sentimentos por ele. O que passou, passou e acabou aqui e agora. Seus esforços pra tirar ele de mim, saiba que  serão apenas esforços  mal sucedido. Você não vai ter ele de volta de novo, entendeu?

Grace: Entendi. Mas não se preocupe, não serão os meus esforços que vão tirar ele de você, será você mesma.

Lucy: Então vou me esforçar mais pra manter ele perto.

Dou as costas, e volto para o quarto. Justin continua do mesmo jeito de quando sai. Desligo as luzes e me deito ao seu lado. O encaro, imaginando o quanto tenho medo de perde-lo pra alguém ou pra ela. Mas isso não vai acontecer, estamos fadados a ficar juntos, não importa quantas vezes vamos terminar.

Justin: Está tudo bem?

Lucy: Eu estou aqui, você está aqui, nos amamos. Está tudo bem.

Justin: Me avisa quando for sair de novo, ok? - ele passa a mão no meu rosto

Lucy: Não deixa ninguém te tirar de mim ok?

Justin: Ok.

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Mais um capítulo meninas!

Bjs

Tai








SECRETS - Capítulo 29 - I FEEL YOUR LOVE

Relaxo e pegamos no sono ali mesmo. Todos dias eu queria sentir ele daquele jeito, do melhor jeito...

ACORDO COM O sol irradiando no quarto. Tinhamos esquecido de fechar as janelas ontem.
Abro os olhos relutantemente, e  olho para o Justin dormindo profundamente ao meu lado. Nem acredito que todos meus pensamentos sobre a noite passada é verdade. Levanto um pouco o lençol e olho nossa nudez e vestígios  de ontem. Será que foi o certo a fazer? Me render a ele? Enquanto penso em alguma resposta, para as milhares de perguntas que se formam na minha cabeça, ele coloca o travesseiro no rosto, se incomodando com a luz vinda de fora. Levanto da cama e vou até as cortinas da varanda, e fecho. Quando olho para a cama, ele sorri pra mim, e fica olhando toda extensão do meu corpo.

Lucy: Bom dia. - falo voltando pra cama

Justin: Ótimo dia.- ele me puxa para um beijo

Então é assim? Estamos de volta?

Lucy: Estamos bem?

Justin: Você que vai me dizer. - ele coloca uma mecha do meu cabelo atrás da orelha

Lucy: Eu não sei. Tem tantas coisas envolvidas.

Justin: Tipo, Mike?

Lucy: Não. Apenas estava saindo com ele, mas não temos nada. Digo, entre você e a Grace. - mordo os lábios e olho pra baixo

Justin: Ei. - ele levanta meu rosto - Eu não tenho nada com ela. Admito que logo quando a encontrei em Nova York, eu pensei que aquele amor não tinha morrido. E ao passar desses meses, passando algumas noites com ela, porque eu não sou de ferro, e passando todo meu tempo com ela, eu só consiguia imaginar você ali, naqueles momentos. Então me dei conta do que eu sentia pela Grace eram sentimentos mal resolvidos.  Eu também. Quero que fique comigo Lucy, quero que seja minha. Não há com quem eu queira ficar se não for com você.

Será que eu podia lidar com isso? Lidar com ela? Levanto da cama, junto com o lençol ao corpo e logo em seguida ele levanta e vem até a mim.

Justin: Eu amo você Lucy. Nunca tive tanta certeza disso, como eu tenho agora.

Lucy: Eu sinto o mesmo Justin. Mas eu não sei como lidar com ela. Eu não sei o quanto eu posso suportar.

Justin: Você não precisa lidar com nada. Apenas confie em mim.

Lucy: Eu gostaria de pensar. - olho pra ele

Justin: Como você quiser. - ele levanta as mãos em menção de "paz"

Ele pega o cigarro e o isqueiro e vai para a varanda. Respiro fundo e sigo para o banheiro. Talvez um bom banho me ajude a pensar um pouco.
Era muitas coisas que iria ter que lidar, eu sabia disso. Mas a questão era como eu iria lidar com isso. Eu nunca fui a mulher mais forte de todas, e muito menos a mais confiante, era pra mais uma chorona, e sensível demais. Eu nem sabia como conseguia ser tão ousada e corajosa ao lado dele. Era caracteristicas totalmente diferente da minha personalidade.
Justin desperta coisas em mim que eu sempre desejei, que eu sempre sonhei sentir. Mas agora, todos esses amultuados de sentimentos bem na minha frente, me assustam, me dar medo. E ao mesmo tempo que ele parece certo pra mim, parece errado também. E ainda tinha esse Justin que eu mal conhecia, um Justin que fuma, tem uma arma, e que tem milhares de pessoas atrás dele, ou de mim. Eu não sei.
De qualquer forma era um caso a se pensar.

ESTAVAMOS VOLTANDO PARA casa, Justin conseguiu entrar em contato com o Will, e pediu pra que vinhesse nos buscar. Era um longo caminho até em casa, e um silêncio enorme dentro daquele carro. Justin estava sentado ao meu lado, olhando pra rua, e eu não conseguia parar de olha-lo. Seu maxilar travado, seu rosto sério, pensativo.

Will: Estamos seguindo pra onde senhor?

Justin: Pra casa dos pais da Lucy. - ele me olha

Will entra a esquerda e depois de alguns minutos já estamos em frente ao prédio. Will abre a porta para mim e me ajuda a sair. Justin sai do carro, e manda Will esperar.
Entramos e enquanto esperamos o elevador, pergunto:

Lucy: Por que eu tenho uma impressão de que não devo falar tudo o que rolou?

Justin: Porque realmente você não deve falar sobre o que rolou.

Lucy: Por que? - entro no elevador e ele também.

Justin: Por muitos motivos Lucy.

Lucy: Motivos que você vai me falar?

Justin: Talvez, uma outra hora.

Lucy: Então digo o que?

Justin: Vai dizer que fomos assaltados e sequestrados, e logo depois eles nos deixaram na beira de uma estrada. Eles não precisam saber muita coisa.

Lucy: Mas tem as câmeras de segurança, que mostra tudo.

Justin: Já dei um jeito em tudo. Se preocupe apenas em falar as coisas certas para o policial.- ele bate na porta

Lucy: Já tem um policial me esperando ai?

Justin: Provavelmente sim. Todos estão aqui.

Lucy: Justin,  devo me preocupar?

Justin: Não comigo. -ele me olha - Com você mesma.

Não entendi muito, mas nem deu tempo de pensar. A porta foi aberta por tio Jeremy e logo no meio da sala pude ver minha mãe chorando nos braços de meu pai. Quando minha mãe me olha com olhos cheio de lágrimas e eu dou um passo pra dentro da sala, ela vem correndo me abraçar.

Liah: Ah filha.

Ela me abraça forte e eu retribuo o abraço. Eu entendia o quanto estava preocupada.

Liah: Eu pensei que algo tinha acontecido.

Lucy: Eu estou bem. - tento tranquiliza-la, enquanto meu pai beija minha testa e abraça nos duas.

Eu não tinha reparado, mas a sala estava cheia. A Jazzy, Lucas, tio Jeremy, Tia Pattie e até a Grace estava lá, abraçando o Justin. E tinha dois policiais altos, um moreno e um loiro, no canto da sala. Olho para o Justin, e ele balança a cabeça pra mim, enquanto morro por dentro vendo a Grace perto dele.
Depois de falar com todos e tranquiliza-los, um dos policiais começou a falar.

- Srta Hale, Sr Justin?

Justin: Sim. - Justin veio para o meu lado

- Eu sou Frank, meu colega ali é Boni, somos policias.

Boni: Olá.

Lucy: Oi.

Frank: Será que tem algum lugar que podemos conversar com vocês a sós? - ele olha pra todos na sala

Ben: Tem meu escritório. Vocês podem usar.

Lucy: Venham.

Fomos para sala do meu pai e assim que sentamos começaram as enxurradas de perguntas. A cada pergunta, as minhas resposta iam ficando curtas, e o Justin tinha que me salvar.
Eu não sabia como eles conseguiam fazer isso com as pessoas. Dava vontade de falar toda verdade, mas eu sabia que complicaria o Justin. Mas eles estavam indo tão fundo nas perguntas, que as vezes muitas delas parecia afirmações.
Depois de meia hora, eles terminam com as perguntas.

Boni: Acho que é só.

Frank: Sr Justin, Srta Hale, passar bem. - ele estende a mão pra apertamos

Boni: Melhoras!

Eles sairam da sala e eu olhei para o Justin.

Lucy: Será que eles acreditaram?

Justin: Provavelmente não. Eles vão ficar na minha cola, mas vou dar um jeito.

Lucy: Eu fiquei nervosa.

Justin: Pois é. Não ajudou em quase nada.

Lucy: Se eu soubesse o que está rolando, talvez eu pudesse ter me saído melhor.

Justin: Vamos sair.

Voltamos pra sala de novo, e os policiais já não estavam mais lá.

Ben: E ai, como foi?

Lucy: Bem.

Lucas: Estranho as filmagem do estacionamento ter sumido né? - Lucas olha para o Justin

Lucy: Pois é.

Lucas: Estranho esse cara estar com você bem no momento. Só eu acho que tem algo de errado ai?

Lucy: Lucas...

Justin: Você está insinuando algo?

Lucas: Talvez. Talvez você esteja envolvido nesse atentado. Talvez você queria trazer mais sofrimento pra nossa família.

Jazzy: Lucas, pare.

Pattie: Meu filho não tem nada a ver com isso.

Justin: É talvez, talvez eu tenha tomado tiro em vão. - ele levanta a camisa e mostra o curativo mal feito por mim, cheio de sangue já - Talvez eu não me arrisquei tanto pra trazer a Lucy pra casa. E talvez você tenha razão. Eu vim trazer sofrimento, mas pelo menos consigo admitir meus erros, e agir com um homem. Não um moleque que fica choramingando pelos cantos, e que carrega uma raiva constante dentro de si, que nem tem espaço pra sentir outra coisa.

Lucas fechou o punho e quando ele veio pra cima do Justin, Jazzy se põe na frente dele e acaba levando um golpe do Lucas.
Todos naquela sala parou, eu fiquei em choque.

Jeremy: você é maluco? - ele empurra o Lucas pra longe com raiva. Com toda razão.

Dava pra ver que pelo rosto do Lucas que ele estava assustado, e o arrependimento começava a transparecer em seus olhos.

Lucas: Jazzy, eu...eu sinto muito.- ele tenta se aproximar dela

Ben: Sai de perto dela Lucas. - meu pai ordena e o olha decepcionado

Lucas: Eu realmente sinto muito.- ele sai transtornado e bate a porta

Justin: Jazzy, me desculpa. Você não deveria ter ficado na frente.- ele virá o rosto da Jazzy pra ele - você está sangrando.- ele fala sem acreditar

Jazzy tira as mãos do Justin do rosto dela e sai correndo para o quarto, chorando.
Justin engoli em seco e ouço ele ranger os dentes.

Pattie: Justin, não. - Ela fala firme

Eu podia ver a raiva do Justin nas veias se alterando pelo seu braço, e nos seus olhos.

Lucy: Justin, por favor. - fico em sua frente

Justin: Isso não é mais entre eu e você.

Ele passa por mim e sai, deixando a porta aberta.

Liah: Oh meu Deus. - Ela sai logo atrás do Justin

E antes que mais alguém pudesse ir atrás, eu fui. Eu sabia que se ele encontra-se o Lucas, no estado em que ele estava, ele poderia fazer estragos.
Desci correndo pelas escadas de emergência daquele prédio. Quando cheguei no salão, vi pela porta de vidro que o Justin estava lá fora e minha mãe tinha acabado de passar pela porta. Mas antes que eu pudesse sair, Justin puxou o Lucas e deu um soco no seu rosto, fazendo Lucas cambalear pra trás.

Liah: Pare. -minha mãe grita

Lucas reagiu e veio com tudo pra cima do Justin, acertando seu ferimento, dando vários socos. Me preocupei assim, que vi o Justin cuspir sangue e dar um grito de dor. O Lucas não parava, e a dor que o Justin sentia o impedia de fazer alguma coisa no momento, mas ele agarrou o Lucas pela gola da camisa e o jogou contra o chão forte, que por um momento senti os ossos do meu corpo doer com a batida. Ele segurou o pescoço dele e fez menção de levantar e bater a cabeça dele com tudo no chão. Mas minha mãe em lágrimas, segurou o  braço do Justin e pediu:

Liah: Por favor, solte-o. Não me tire mais esse. Eu te perdoo pelo Louis, mas eu nunca te perdoaria por isso.

A rua estava cheia, e todos olhavam. Mas Justin olhou pra minha mãe, respirou fundo com dificuldade e soltou o Lucas, que logo levanta do chão e coloca a mão no pescoço.
Justin faz menção de cair, mas Ryan apareceu e o segurou.

Ryan: Ei, fica forte. - ele coloca o braço do Justin em volta do seu pescoço

Lucy: Justin, você está bem?- me aproximo dele

Justin não responde e Ryan leva ele para o carro.
Ele estava com raiva de mim?
Chaz se aproxima de mim e fala:

Chaz: Ele vai ficar bem.

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Meninas, desculpem por demorar esse tempo todo pra postar. Não, eu não desisti de escrever a história. Demorei por conta que toda a história que já tinha escrito, apagou. E eu estava na correria pra me mudar. Estou morando em São Paulo.
Enfim...mil perdões. Estou estruturando a história de novo, e vou tentar postar o máximo que consegui.

Bjs

Tai

SECRETS - Capítulo 30 - THE MOMENT

ALGUMAS HORAS DEPOIS...

Estávamos de volta no apartamento. Meu pai colocou o Lucas no seu quarto e o examinou, porque ele reclamou de dor na coluna. Ele não falou nada, tão pouco ninguém falou. Tio Jeremy, junto com o Jaxon foi ver a Jazzy, e minha mãe estava sentada no sofá, pensativa.
Ela não tinha falado nada desde de quando subimos. Eu não consegui falar nada também, apenas a observava.
Alguns minutos depois, fui dar uma olhada na Jazzy, que dormiu.

Lucy: Como ela está?

Jeremy: Está bem. Foi apenas um corte na boca. Vai passar.

Jaxon: Você não deveria descansar?- ele olha pra mim

Lucy: Eu quero ir para o apartamento.

Jeremy: Não é melhor ficar aqui com seus pais?

Lucy: Quero ficar sozinha.

Jaxon: Eu vou pra casa, deixo você lá.

Lucy: Ok.

MAIS TARDE NO meu apartamento, estou deitada, pensando e repensando em tudo que rolou. Já era finalzinho da tarde, mas meu corpo pedia cama como se fosse altas horas da madrugada.
Ficar um tempo sozinha era o que eu precisava depois de passar por aquelas coisas ontem. Minha mãe quase não deixou eu vim pra casa, mas resolvi vim assim mesmo.
Eu não estava completamente sozinha, do lado de fora estava um segurança que o Justin insistiu que ficasse comigo. Não entendia os motivos, mas deixei pra lá.
A campainha toca e vou atender, imagino que seja o segurança pedindo água ou quer saber se estou bem. Visto uma blusa grande, o que não cobre muita coisa, mas fui atender.

Justin: boa noite. -ele me surpreende logo quando abro com um selinho

 Lucy: boa noite. -fecho a porta - O que é isso na sua mão?

Justin: Algo que trouxe pra gente comer.

Lucy: Eu não estou com fome.

Justin: Eu não perguntei se estava. Você vai comer comigo. -ele tira a camisa e senta no sofá

Lucy: Fez outro curativo?

Justin: Fui no hospital cuidar disso. O Ryan me obrigou.

Lucy: Hm. Você foi embora e nem falou comigo, mais cedo.

Justin: Estava fazendo o que?- ele ignorou meu comentário

Lucy: Deitada.  Estava chateado comigo?- insiste

Justin: Estava com raiva, mas já passou. - ele fala rapidamente - Cadê a Jazzy?

Lucy: Ficou lá

Justin: Hm.

Lucy: Por que poupou o Lucas?

Justin: Lucy.

Lucy: Fala.

Justin: Porque eu não suportava a ideia de te machucar de novo. De machucar sua família.

Lucy: Obrigada! - olho pra ele

 Justin: Você é tão incrível Lucy. Me surpreendo contigo todos os dias. Uma mulher e tanto. Você não tem que agradecer nada.

Lucy: Quem diria, Justin Bieber aos meus pés. -brinco, quebrando aquele clima

Justin: Quem diria, a nervosinha da praia me ama.

Lucy: Foi tão ridículo aquela cena. - lembro - quem diria que era você o irmão da Jazzy.

Justin: As coisas é tão sem sentido as vezes.

Lucy: Eu bem sei.

Justin: Vem, vamos comer. -ele se senta no tapete da sala e me puxa pra sentar também

Lucy: Um pouco só.

Ficamos ali, jantando e jogando papo fora. Era pouco os momentos que tinhamos pra conversar assim. Ele parecia tão relaxado, tão bem. Dava gosto de ver.

Lucy: Deixa eu fazer outra pergunta?

Justin: É sobre o assunto?

Lucy: Acho que não. Vai depender da sua resposta.

Justin:Vai, pergunta.

 Lucy: primeiro, por que tem um segurança ai fora desde de quando cheguei?

Justin: Porque estar acontecendo um monte de coisas Lucy, e eu não quero que machuquem você.

 Lucy: E o que eles podem fazer comigo? E por quê? Me diga. Porque eu estou assustada.

Justin: Você está com medo?

Lucy: Talvez. Quer dizer, tenho medo de não ficar com você. Que você acabe me afastando com esse seu jeito, que eu desconheço.

Justin: Eu vou te contar, na hora certa. Quando eu estiver pronto. Só, não tenha medo. Não de mim.

Lucy: Hm.- fico desapontada- E sobre a Grace...

Justin: O que é que tem ela?

Lucy: Ela vai ficar na sua casa?

Justin: Não. O irmão dela e a mãe vão vim pra cá mês que vem. Agora eu posso fazer uma pergunta

Lucy: Sim.

Justin: Estamos juntos?

Lucy: Eu falei que iria pensar.

Justin: Por favor Lucy, passamos tanto tempo longe. Não há mais tempo pra perder. Fique comigo, por favor.

Lucy: Eu estou aqui com você.

Justin: Só hoje?
 
Lucy: Hoje, talvez amanhã e depois de amanhã e pra sempre, talvez. Só vamos aproceitar esse momento ok?

Justin: Ok

Lucy: Vamos ficar bem.

Justin: Vai casar comigo?

 Lucy: Oi? -olho pra ele

Justin: Quer casar comigo?

Lucy: Segunda vez que você me pede em casamento, bem aqui. E o que eu acabei de falar sobre aproveitar esse momento.

Justin: Estou aproveitando. E você estar me enrolando.

Lucy: Não é enrolando. Só quero ter certeza de tudo. Não quero embarcar em um casamento, e depois dar tudo errado. Casamento pra mim é sério.

Justin: Você nunca vai ter certeza de tudo Lucy. - ele me puxa pra dentro das suas pernas, no chão.

 Lucy: Eu sei. É que eu também quero saber mais sobre você. Tipo, temos  mais de 1 ano de namoro, e eu sei que não é muito, mas eu já deveria saber muita coisa sobre você. As únicas coisas que eu sei é que você é um cara muito problemático, vive no presente querendo viver o passado, e agora um homem super misterioso.

Justin: Hm.

Lucy: Justinm

Justin: Vamos apenas aproveitar esse momento.

O assunto estava encerrado.

 DOIS DIAS DEPOIS eu e o Justin estamos na banheira do quarto dele. Estamos um de frente para o outro, mergulhados de espuma até o queixo. Justin estava fazendo carinho nas minhas pernas. Eu resolvi reatar nosso namoro.

Lucy: Posso perguntar uma coisa?

Justin: Ultimamente você tem me enchido de perguntas. -ele revira os olhos - você não cansa?

Lucy: Não. - ele morde meu dedo do pé

 Justin: fala

Lucy: Tem dois dias que Drake me leva para o trabalho, e isso estar me incomodando. Tem como amanhã ele não me levar? Quero dirigir sozinha, e ele não me deixa fazer isso.

Justin: Ok, primeiro isso não foi uma pergunta, e sim um pedido. Segundo, você vai em seu carro e ele vai em outro, atrás de você. -ele deu de ombros

Lucy: Justin, por favor. Eu quero ir sozinha. Ele não precisa me levar e buscar, muito menos ficar plantado na porta da minha sala.- altero um pouco a voz.

Justin: pensei que tínhamos conversado sobre isso. -ele me olha sério

 Lucy: Por favor, juro que não irei pra lugar algum e se for avisarei você.

Justin: Vai avisar mesmo?

Lucy: Vou, juro.

Justin: certo.

Lucy: Minha privacidade agradece.

Justin: Que engraçadinha. - ele puxa meu pé e eu mergulho.

JÁ PASSAVA DAS 22:30, e eu estava morta de sono. Justin tinha descido para o escritório, e eu relaxei ali mesmo. Dormir sem ver a hora que ele subiu para o quarto.

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Uh, postei

Bjs

Tai

SECRETS - Capítulo 28 - FEELING THE LOVE


Justin: Quero um quarto. -ele coloca um bolo de dinheiro em cima da mesa...

Onde ele arranjou isso?

 - Sim senhor. - a mulher se levantou e pegou uma chave - Aqui estar.

Justin: Quero uma maleta de primeiro socorros, roupas limpas e 3 pizzas pra ontem. Esperarei no quarto.

 - Ok.

Justin pegou a chave da mão dela e foi até o elevador.

 Lucy: Obrigada!

Entrei no elevador com o Justin e ele ficou como na primeira vez que pegamos elevador juntos. Chegava a ser até engraçado, mas continuei séria. O elevador para no décimo segundo andar.
O hotel não era tão ruim assim. Segui o Justin até o final do corredor e ele me passa a chave pra que eu abra a porta.

Justin: Abre.

Abrir a porta e entrei, logo em seguida Justin entra e fecha porta. No quarto tinha uma cama de casal, uma geladeira pequena, um sofá, um banheiro e uma varanda. Acho que dar pra passar a noite. Enquanto eu olhava tudo pelo quarto, Justin tirou a camisa e me assustei com o tanto de sangue que se espalhava na sua barriga.

Lucy: Você está sangrando muito- sentei do seu lado, preocupada

Justin: Filho da puta.

 Lucy: Você precisa de um médico.

Justin: Eu vou dar um jeito. - ele tirou a arma da cintura e eu levantei rápido do sofá. - Eu não vou te fazer mal.

 Lucy: Coloca isso em algum lugar que eu não veja. Não quero lembrar do que eu vi.

Justin: É só uma arma.

 Lucy: Uma arma que me faz lembrar do que eu não queria lembrar e me faz duvidar de você.

A campainha tocou e o Justin levantou com um pouco de dificuldade e com a arma na mão. Ele olhou pelo olho mágico e depois abriu a porta.

- Aqui estar senhor.

 Justin: Deixa ai e pode ir.

 A mulher colou as coisas em cima da cama e saiu. Justin pegou a maleta de primeiro socorros e sentou no sofá de novo. Peguei as roupas que ela tinha deixado na cama e fui para o banheiro. Tirei as roupas e deixei no chão do banheiro. Eu estava toda machucada, e muito dolorida. Liguei o chuveiro e deixei a água percorrer pelo meu corpo.
Por que estou tão insegura? Estou assustada com tudo que eu vi. Não conseguia imaginar um Justin tão sangue frio e arrogante como hoje. Eu mal conheço o cara que estar sentado lá fora.
Depois de ficar um tempo no banheiro, vesti as roupas que a mulher trouxe, um pouco apertada demais para o meu corpo, mas dava pra usar. Quando sai do quarto, Justin já tinha tomado banho. Pensei em perguntar onde, mas não dei o trabalho de fazer essa pergunta. Ele estava cuidando dos vários ferimentos que tinha no corpo, mas Justin nunca foi muito cuidadoso e paciênte pra fazer esses tipos de coisas.

Justin: Droga. - impaciente, ele joga o algodão cheio de sangue no chão 

Ele deita no sofá e coloca a mão no rosto, era nítido ver sua dor. O maxilar chega estava travado. Sem ele perceber, me aproximo, pego um algodão e coloco um pouco do rémedio, pra poder limpar o ferimento. Eu não era uma profissional nisso, mas lembro do meu pai cuidando dos ferimentos do Lucas, que vivia brigando na rua. Quando coloquei o algodão com o rémedio na sua barriga, Justin grita de dor e empurra minha mão.

Justin: Porra!

Lucy: Estou tentando ajudar.

Justin: Hm.

Lucy: Agora fica quieto ai que eu vou dar um jeito nisso.

 Por fim Justin deixou que eu ajuda-se. Fiz alguns curativos e finalizei.

Justin: Obrigada, ficou  bom. -ele levanta e vai pra varanda

Fiz alguns curativos em mim e depois guardei a maleta. Minha mãe e meu pai deve estar preocupados. Preciso ligar pra eles, falar do que aconteceu. Fui até a varanda e o Justin se encontrava sentado e o mais inédito de tudo foi ver ele fumando. Eu não sabia o que estava acontecendo. Nunca tinha visto o Justin fumando, ele nunca me falou nada sobre isso. Não parecia o Justin que eu conhecia.

Lucy: Desde de quando você fuma? -parei na frente dele com os braços cruzados

Justin: Nunca mais tinha fumado. Hoje é a primeira vez depois de ter saído da cadeia.

Lucy: Você nunca me contou. Não conhecia esse seu lado.

Justin: Na verdade você só conhece aquilo que eu permito te mostrar. Tem muitas coisas que você não sabe sobre mim. - ele solta a fumaça pelo nariz - muita coisa que eu gostaria que você não soubesse.

 Lucy: Acho que tenho o direito de saber.

Justin: Se você já não me queria assim desse jeito, imagina quando souber quem eu sou.

Lucy: Não é bem assim. Não foi eu que não te quis. Eu te aceitava de todas as formas possíveis, te apoiava, te amava da melhor maneira, só que você não soube retribuir. Você não sabe retribuir as coisas boas que fazem pra você e por você. Você deixou eu ir.

Justin: Você quis ir. Você que tomou a decisão por nós dois.

Lucy: Tomei a decisão que achava melhor pra nós dois. Mas você não foi capaz de fazer nada. - Me viro de costas e olho pra lua pra evitar as lágrimas.

Justin: E você queria que eu fizesse o que? - ele levanta e se inclina no ferro da varanda e olha pra mim

 Lucy: O que eu queria? queria que você lutasse por mim. Queria que dissesse que não há mais ninguém com quem ficaria. - me virei pra ele, já com lágrimas escorrendo pelo rosto- Que prefere ficar só, do que ficar sem mim.

Deixamos o silêncio da noite tomar conta daquela varanda e depois de alguns segundos, depois de ver que ele não iria falar nada, fui para o quarto e me joguei na cama. E ali eu fiquei chorando como uma boba, chorava parecendo uma criança. E não conseguia parar, eu estava me tornando um drama total. Mas eu chorei por tudo que estava acontecendo e por tudo aquilo que eu queria que tivesse acontecendo. Senti o lado da cama afundar e depois senti um leve carinho feito no meu cabelo.

Justin: Eu amo você.

 Lucy: Onde? - sento na cama e olho pra ele

Justin: O quê?

 Lucy: Me mostre. Onde estar esse amor? Eu não consigo vê-lo, toca-lá, sentir. Só consigo ouvir algumas palavras. Mas eu não posso fazer nada com suas palavras fáceis. Então me mostre pra que eu pelo menos possa acreditar em suas palavras.

Em um movimento rápido, Justin me puxa pelos pés, e eu solto um grito de susto. Ele me carrega e me coloca em seu colo.
Seus olhos não desviam dos meus e eu mal consigo falar algo. Suas mão estão em meu cabelo, e agora sua boca devora a minha, com uma sede que eu jamais tinha visto ou sentido antes. Saboreando sua língua na minha boca, pude sentir o gosto da raiva que ele estava sentindo. Era uma mistura de desejo e ódio pecorrendo cada canto do corpo dele e do meu também. É algo maravilhoso. De repente, ele arranca minha blusa e joga no chão.

Justin: Irei te mostrar.- Foi as palavras dele antes de me por de pé e tirar meu short.

Sua mão se move atrás de mim para abrir meu sutiã, e eu o ajudo arrancando aquele pedaço de pano que prendia meus seios. Ele me carrega e me coloca deitada na cama de novo, e se põe no meio das minhas pernas, me pressionando contra o colchão. Ele beija meus lábios e desliza a mão até meus seios, apertando, puxando-o, me deixando louca por ele. Meus dedos puxam seu cabelo quando seus lábios estão em um dos meus seios, chupando com força. Grito deixando a sensação percorrer do fio do meu cabelo até a ponta dos meus pés.
Nossa, quero ele dentro de mim.
Ele me faz me contorcer embaixo dele com toda aquele provocação, e ele nem tinha tirado a roupa ainda. Ele para e me olha com veneração. Como se eu fosse a coisa mais linda que ele já tinha visto no mundo. Sua mão desce por todo meu corpo e desliza pra dentro da minha calcinha que se encontrava molhada. Ele sorri com satisfação e eu aperto meus seios em resposta da sua mão pressionando meu sexo.

Lucy: Quero senti-lo.-sussurro

Sua boca se junta até a minha outra vez, e sinto sua necessidade de mim, como eu estava dele também. É algo novo, eu consigo sentir sua necessidade. Eu consigo sentir que ele precisa de mim. Nunca tinha visto desse jeito, exceto no dia em que vi ele chorando aos meus pés lá no meu apartamento. É a única forma que eu consigo sentir que ele precisa de mim. É o único jeito que conheço pra descobrir que ele me ama. O pensamento me faz sorrir entre o beijo. Saber que tenho esse efeito sobre ele, que posso ser mais do que parecida com a outra ao fazer isso com ele... Eu amo essa forma diferente de sentir o amor.
Ele se senta e tira minha calcinha. Mantenho os olhos fixos no dele, e ele se levanta e em seguida tira a bermuda e em um movimento rápido sua cueca. Ele se posiciona em cima de mim outra vez, e me olha. Ele empurra seu membro pra dentro de mim, preenchendo-me completamente, e sua boca formando um sorriso perfeito. Isso é tão bom. Ele me possui de qualquer jeito. Ele é meu, só meu e eu sou dele. Ele se inclina até meu ouvido e começa seus movimentos de vai e vem bem devagar e eu elevo meu quadril pra receber ele ainda melhor.

 Justin: Consegue vê-lo agora? - olho pra ele e coloco a mão em seu rosto e ele se deleita com meu toque - consegue toca-lo como nenhuma outra pessoa tocou. Consegue ouvir. E o melhor. -ele fala contra meus lábios e se movimenta ainda mais- consegue senti-lo de um jeito totalmente diferente. - ele me beija

Sou só sensação, desejo, perdida nesse prazer inexplicável. Entrando e saindo... de novo e de novo... e pra sempre... ah sim, bem assim.

Justin: Sou seu, completamente seu.- ele gesticula com os lábios

 Lucy: Meu. -digo quase sem voz- sempre meu.

 Ele fecha os olhos e geme alto, atingindo seu clímax. E logo após gozo de forma enlouquecedora.

Justin: Eu amo você.

MINHA CABEÇA REPOUSA em seu peitoral. Estou ofegante e radiante pela forma como posso sentir seu amor. Fico ali deitada em cima dele, recuperando o fôlego. Ele alisa meu cabelo e a outra mão faz carinho nas minhas costas.

Justin: Você é tão linda Lucy. -ergo a cabeça pra ele- se pudesse ver da forma que eu vejo, jamais duvidaria do amor de um homem por você.

 Lucy: Talvez. -Eu o beijo suavemente

Ele me aperta em seus braços e me beija com ternura.

Justin: Minha. - seus olhos brilha

Lucy: Sua. -sorrio

Relaxo e pegamos no sono ali mesmo. Todos dias eu queria sentir ele daquele jeito, do melhor jeito.

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Postado pessoas!

Bjs

Tai

SECRETS- Capítulo 27 - YOU ARE DANGEROUS

1 MÊS SE PASSOU...

Um mês tinha se passado. O galpão estava indo muito bem, e o estúdio também. Estava amando passar o dia fazendo o que gosto. Era relaxante. Eu estava bem melhor do que a 1 mês atrás, estava conformada com o término, mas ainda sentia muitas coisas por ele, quase nunca estavamos nos encontrando. Nenhum dos dois tinha tempo e ele andava bem ocupado com a Grace, levando ela pra cima e pra baixo pra vários lugares. Meu pai estava estranho, estava preocupado, desconfiado, mas não sei o motivo, ele não quer tocar no assunto. Ele, o Lucas e minha mãe decidiram morar por algum tempo aqui na California, o que me deixou muito feliz. Mas eu ainda estava no meu apartamento, a Jazzy vivia mais na casa dos meus pais do que na nossa, grudada com Lucas. E eu estava saindo com o Mike. Sim, loucura. Mas sei lá, ele é legal, quando estou com ele eu não lembro muito dos problemas e ele é o tipo de cara certo. Mas não estávamos ficando. Ele só era um amigo pra mim, mas sentia que eu era algo a mais pra ele.
Já era 20:00, estava saindo do galpão, o dia de hoje tinha sido cheio.
Quando estava abrindo a porta do meu carro, alguém me empurruou e puxou meu cabelo com força. Era um homem com um capuz na cabeça.

- Bora, entra no carro.

 Lucy: Socorrooo. -gritei mas logo me calei quando ele colocou o cano do revolver na minha cintura.

-Grita mais uma vez e eu não vou me importar de acabar com você aqui.

Lucy: Quem é você?

- Alguém que você não precisa saber. 

Lucy: Me solta. deixa eu ir. Leva meu carro, leva tudo, mas por favor não me machuca.

- Entra na desgraça do carro agora.

- recebo um murro certeiro na boca. Grito de dor e coloco a mão na boca que agora estava cheia de sangue. Ele puxa meu cabelo e tenta me fazer andar até o fundo do carro. No momento que ele perde o equilíbrio, ergo meu joelho e acerto seu pau. Tento correr, mas ele da uma rasteira e eu caio de cara no chão e ainda sim tento levantar, mas ele segura meu cabelo e me prende com o peso do seu corpo no chão.

Lucy: Me solta, me solta.- esperneio chorando.

Quando menos espero, um tiro foi disparado e logo em seguida sinto o peso do corpo do cara todo em cima de mim. Fico paralisada por 2 segundo e reajo gritando, tirando o corpo do cara de cima de mim. Ele estar morto.

 - Corre, vem, entra no carro.

Ergo o rosto e vejo o Justin dentro do carro e com uma arma apontada na direção do cara. Ele, ele o matou. Meu Deus, ele matou. Coloco a mão na boca e em questão de segundo corro para o meu carro morrendo de medo do Justin. Não parecia o Justin que conhecia.

Justin: Lucy. - ele grita

 Dei de ré e sai cantando pneu, estava tão desesperada. Quando sai do estacionamento um outro carro veio de encontro a mim, mas virei a esquerda e consegui ouvir alguns desparo feitos. Correndo mais do que podia naquela pista, olhei para o retrovisor e o carro do Justin estava atrás de mim e tinha mais dois carros um pouco atrás do carro do Justin. Estavam trocando tiro e o Justin revidava. Meu celular toca e eu atendo e deixo no viva voz, era o Justin.

Justin: Vira esquerda Lucy.

Lucy: Para de me seguir. O que é que estar acontecendo? Porque estão atirando? - Falo gritando

Justin: Pelo amor de Deus me ouve pelo menos uma vez na vida. Vira a esquerda quando eu mandar.

Lucy: Não. Você matou um homem, você matou o cara. Estou com medo.

Justin: Eu te explico depois. Mas por favor faz o que estou mandando. Não tenha medo de mim, não sou eu quem quero te fazer mal.

Lucy: Ai. - grito quando o tiro consegue atingir o retrovisor.

Justin: Se abaixa.

 Lucy: Ai meu Deus. -saio batendo nos cones que estavam parados no meio da pista.

Os cones sinalizavam construção logo a frente, mas não tinha como parar.

Justin: Vira a esquerda Lucy, vira a porra da esquerda agora.

Justin gritou, mas outro tiro foi disparado e não virei a esquerda como o Justin tinha mandado. Meu Deus, eu não quero morrer.

Justin: Desgraça! -ele berrou. - Logo a frente esta sendo construida uma pista, não vai dar pra você passar, o carro vai cair. Quero que seja corajosa agora.

 Lucy: Pelo amor de Deus, socorro. Eu não quero morrer.

Justin: Lucy, mantenha a calma por favor. Me ouve, faz o que eu vou pedir.

 Lucy: ta, tan O que eu faço?

Justin: Você estar correndo muito. Se você freiar, o carro vai derrapar mesmo assim. Agora você tem menos de 2 minuto pra saltar do carro. Quando eu falar já, pula do carro.

Lucy: Ok.

 Quando faltava apenas um pouco pro carro voar pelos ares, tirei o cinto  segurança, e esperei o Justin falar.

Justin: Já!

Pulei do carro e sai embolando pela a pista. O carro tinha derrapado. Justin parou o carro do meu lado e abriu a porta.

 Justin: Entra.

Não pensei duas vezes e entrei no carro.

Justin: Rápido, troca de lugar comigo. - assim eu fiz

 Lucy: O que faço? Eles estão vindo.

Justin: Coloca o cinto de segurança e aperta o acelerador.

Lucy: Ta maluco? Vamos de encontro a eles. Eu não quero morrer.

Justin: Tem alguma ideia melhor porra? Faz o que eu estou mandando agora.- ele gritou

 Em lágrimas fiz o que ele pediu e pisei no acelerador. Os dois carro estavam vindo em alta velocidade contra a gente, um de cada lado da pista. Justin abriu o teto solar e pegou mais uma arma no compartimento.

Justin: Pisa fundo agora e se abaixa.

Pisei fundo como ele mandou e me abaixei. Justin começou a atirar e os outros caras reagiram atirando também. Logo o carro já não estava no alcance deles e ai virei a esquerda e o Justin sentou no banco com a mão na barriga.

Justin: continua dirigindo, na mesma velocidade.

 Lucy: Eles não estão mais aqui.

 Justin: É o que você acha.

Assim que o Justin terminou de falar veio um carro contra o nosso, atirando. Justin jogou seu corpo pro meu lado, e o carro saiu derrapando em uma ribanceira. Quando o carro parou perto de um lago que eu nunca tinha visto, tentei me mover.

 Lucy: Ai, ai. - gemi de dor

Justin: Calma, vou te ajudar.

Justin saiu do carro que agora nem parecia tanto um carro, apenas uma lata velha. Ele abriu a porta e tirou o cinto de segurança que me prendia. Depois me ajudou a sair do carro com muito esforço. Ele estava sangrando dos pés a cabeça, não sei como estava conseguindo ficar em pé.

Justin: Vem, vamos sair daqui.- ele sacou a arma da cintura e eu dei alguns passos pra trás

 Eu não iria com ele. Não confiava nele depois de ver isso tudo. Então eu tentei correr em direção oposta dele.

Justin: Lucy! -ele gritou e eu continuei correndo. - Lucy!

Lucy: Me deixa em paz.

 Justin: Dar mais um passo e eu faço você ir no inferno e voltar.-ele falou rude e eu cai derrotada de joelhos no chão.

Lucy: Eu quero apenas voltar pra casa.- choro

 Correndo na minha direção, Justin se ajoelha ao meu lado e passa a mão no meu cabelo.

Lucy: Eu estou com tanto medo. Mas tanto medo. E o pior, estou com medo de você. - tento tirar suas mãos do meu cabelo.

Justin: Olhe pra mim. - mantenho meus olhos pro chão.- Por favor olhe pra mim. - ele pega meu rosto e me faz olhar pra ele. - Eu não vou te fazer mal algum. Eu sou incapaz de fazer mal a você. Eu só quero te proteger. - ele da um beijo no meu olho - Vem, precisamos sair daqui.- ele pega minha mão pra me ajudar, mas eu puxo.

Levantei, limpei as lágrimas e sai andando na frente. Justin vinha logo atrás segurando aquela maldita arma. Eu ainda estava com aquela cena na cabeça. Ele tinha matado uma pessoa. Eu sei que ele estava me fazendo mal, e que talvez quem estaria morta seria eu. Mas eu fico imaginando se foi assim com o Louis. Se ele foi tão frio e brutal. Eu não conseguia parar de pensar nisso. Depois de andar um pouco mais de uma hora, com medo, cansada, e com fome, vi um hotel logo a frente. Olhei para o Justin, esperançosa de que ele falasse que iriamos ficar ali.

Justin: Não podemos ficar ai. Continua andando reto. - ele põe a mão na barriga precionando

Lucy: Eu estou cansada, suja, com fome, com medo, com dor, eu vou ficar aqui. - parei em frente ao hotel, que não era tão luxuoso assim

Justin: Precisamos seguir. Aqui ainda é perigoso.

 Lucy: Perigoso é estar do seu lado. Você é o perigo em pessoa. - apontei o dedo pra ele- Eu não sei você, mas eu vou parar nessa droga de hotel e vou descansar um pouco.

Justin: Deixa de ser teimosa caralho. - ele se curva com a mão ainda pressionando na barriga- ai, ai.

Minha expressão muda pra preocupação, ele não estava nada bem. Será que devo ajudar? Quando fui na direção dele, ele ergue a arma sem querer, me assustando.

Lucy: Você estar ai quase morrendo, precisa descansar também.

Justin: Eu estou bem. -ele fala orgulhoso

Lucy: Então vai seguir só, e vai se fuder sozinho. Eu vou entrar nessa droga de Hotel.

Dei as costas e entrei no hotel. A mulher que ouvia o rádio e dormia na cadeira se assustou quando me viu. Até eu me assustaria comigo mesmo, no estado que eu estou.

Lucy: Boa noite. Desculpa te assustar dessa forma. É que eu acabei de sofrer um atentad...- Justin me intertompe

Justin: Quero um quarto. -ele coloca um bolo de dinheiro em cima da mesa.

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Postado! Sejam bem vindas leitoras novas.

Bjs

Tai